Para muitos, os cabelos são a alma do visual. Curtos, longos, médios, crespos, lisos, naturais ou tingidos, eles fazem as cabeças de homens e mulheres
Mas nem sempre, todos estão satisfeitos com o tamanho, cor ou até mesmo com o volume do cabelo e sentem necessidades de mudanças rápidas.

O aplique é uma técnica que permite mudar a aparência em minutos, adaptando-se rapidamente a qualquer situação. Muito utilizados principalmente por mulheres que possuem cabelos curtos e por artistas que precisam mudar o visual para diferenciar os personagens, os métodos de aplicação são diversos. “Os fios artificiais, podem ser colocados, costurados ou entrelaçados nos fios naturais” explica o cabeleireiro do W Iguatemi, Eron Araújo.

“O aplique é uma técnica que permite mudar a aparência em minutos, adaptando-se rapidamente a qualquer situação”
Segundo o cabeleireiro, o megahair, é uma técnica de alongamento que utiliza cola para unir os fios. Já alguns tipos de apliques são cabelos artificiais costurados em uma tela que é fixada na cabeça com grampos e que pode ser retirada a qualquer momento. “Mas eu não sou a favor desse método, pois abafa o couro cabeludo", opina.

Outra técnica para alongar os cabelos, conhecido em muitos salões como safe hair, une a amarração do entrelaçamento ao tipo de cola usado no megahair. “Os cabelos unidos pela cola são amarrados no local com elásticos finos. Leva cerca de cinco horas para ser colocado. São necessárias duas a quatro peças de cabelo que saem mais ou menos por R$ 85 a R$ 270 cada, de acordo com a cor e o comprimento escolhidos”, informa a cabeleireira Jaqueline Santos.

Já a técnica conhecida como alemã, une a cola do megahair às mechas maiores, o que acelera a colocação. “As mechas adesivadas são coladas próximas à raiz do cabelo. Leva cerca de 40 minutos para ser colocada. São necessárias de 15 a 30 peças por cabeça, que custam de R$ 16 a R$ 37 cada, de acordo com a cor e o tamanho. Após um mês e meio, é preciso refazer o processo”, aconselha Jaqueline.

Segundo a cabeleireira, para as mulheres com o dom de ajeitar os cabelos, as redinhas são as mais indicadas e mais práticas. Contudo, este tipo de aplique não pode ser usado na praia ou piscina. “A faixa de cabelo tecido é fixada na cabeça da cliente por meio de presilhas. Para colocar é muito fácil. Pode ser colocado na hora, podendo ser feito de manhã, retirado à noite ou quando desejado, mas também abafa o couro cabeludo”, afirma.

Cuidados
O aplique, independente do método utilizado, não deixa de ser uma agressão para os cabelos. Mas alguns cuidados podem evitar uma agressão maior. Evitar sauna, sol e fazer hidratação são cuidados fundamentais para deixar os cabelos sempre belos”, indica o cabeleireiro Eron.

Já para os apliques que podem ser retirados na hora em que se desejar, os cuidados são diferentes. “Ao ser retirado, o aplique deve ser penteado com uma escova de cerdas não muito duras para que não arranque o cabelo da pinça. Depois de escovado pode ser guardado em uma bolsa de algodão”, explica Jaqueline.

Segundo a cabeleireira, a lavagem do cabelo postiço também é simples. “Para lavar é preciso aplicar um xampu nutritivo. Após um bom enxágüe, deve ser aplicado um condicionar, como normalmente é feito em um cabelo natural. É melhor secar o aplique ao ar livre. O secador de cabelos danifica as fibras. Depois é só penteá-lo e guardá-lo quando estiver totalmente seco”

Aplique
Alongamento Capilar

É quase um ditado popular: ninguém está satisfeito com aquilo que tem. Ainda mais quando o assunto é cabelo. Se são lisos, deveriam ser enrolados. E vice-versa. Tamanho e cor também nunca são ideais. Só que agora não é preciso um bombardeio de químicas, nem horas fazendo malabarismos com o secador. Fazer promessa para a padroeira dos cabelos fracos e quebradiços? Sem exageros... Basta um pouquinho de paciência para ficar algumas horas sob os cuidados da fada madrinha moderna: o terapeuta capilar.

Da mesma forma que o corpo precisa de cuidados, boa alimentação e técnicas de relaxamento, os cabelos também pedem carinho especial para estarem sempre bonitos. Munido de técnicas, produtos de tratamento e de um banco de fios de cabelos naturais, o terapeuta capilar consegue operar milagres e fazer reinar a paz com o espelho.

"Normalmente aplico nutrientes no couro cabeludo para estimular o crescimento e o fortalecimento dos cabelos. Também costumo dar dicas de alimentação, de acordo com o estado dos fios", conta o terapeuta capilar Hélcio Fiszpan. Entre as substâncias usadas estão cálcio, ferro, cobre e zinco. Para equilibrar a produção das glândulas sebáceas, usa-se o enxofre. "Essas glândulas são o segredo para manter o cabelo no ponto. Em excesso, deixa os fios oleosos e pode até provocar dermatite, que é a descamação do couro cabeludo. Se produzidas em pouca quantidade, causam ressecamento no cabelo", explica.

Massagens, banhos de óleos, aromaterapia e limpeza profunda, para eliminar resíduos de químicas também estão no programa de quem deseja internar os cabelos num spa. No que diz respeito a alimentação, costuma-se sugerir uma dieta rica em vitaminas e com pouca gordura, principalmente para quem tem tendência a oleosidade. "Há casos em que recomendo um profissional de terapia ortomolecular, que indica suplementos vitamínicos", conta Hélcio.

Para saber exatamente a quantas andam os cabelos das clientes e qual o tratamento mais indicado, o terapeuta capilar lança mão de um exame chamado tricograma. Além de avaliar o estado do couro cabeludo, o teste também mostra a porcentagem de fios novos e a de fracos, que já estão para cair. "O cabelo tem um ciclo de vida e naturalmente, depois de um certo tempo, os fios caem e são substituídos. O cuidado que se deve ter é em não agredir os que estão nascendo, pois são mais delicados e precisam de força", explica o terapeuta capilar.

Mas como normalmente quem busca uma terapia deseja resultados visíveis rápido, há alguns truques para dar à cliente o cabelo de seus sonhos. Para isso, usa-se fios de cabelos naturais, trabalhados de maneira artesanal para que fiquem do jeitinho que a pessoa quer. Depois, é só optar por um dos métodos de aplicação, que pode ser o mega hair, o long hair, o trançado ou o weaving. Em todas as opções é possível ficar com os cabelos mais longos (até 35 centímetros maiores) e com mais volume. "Alguém que sonhe em ter cabelo liso pode aplicar alguns fios, que darão mais peso e um aspecto mais liso ao cabelo", afirma o terapeuta. O mesmo pode ser feito para quem quer cachos. Claro que não vai mudar completamente, mas já faz uma grande diferença.

A modelo Paula Figueiredo, 24 anos, fez trançado para um trabalho. Gostou tanto das madeixas mais compridas e com mais volume que acabou optando pelo hair long, método no qual o terapeuta constrói uma porção de cabelo para ser aplicado e retirado pela própria pessoa sempre que der vontade. "É o mais prático de todos e dura para sempre. Passei mais de um ano só saindo de casa com o aplique. Todos achavam que era meu cabelo natural", conta ela.

Esses métodos, porém, exigem manutenção. "Os fios devem ser trocados depois de quatro meses e, após um certo tempo, é bom deixar o cabelo ao natural, para que cresça com força e saudável", aconselha Hélcio. Ou seja: só dá para curtir a onda de ser Cinderela por algum tempo. Até na vida real o relógio dá as 12 badaladas para voltarmos ao natural.

CABELO NATURAL
Exercícios melhoram a circulação do sangue até no couro cabeludo. Por isso ajudam a mate-los com boa aparência e fortes.

Escovar o cabelo com muita força pode danifica-lo, principalmente se ele ainda estiver molhado ou úmido. Para desembaraçar comece pelas pontas e depois continue até a raiz, evitando que o cabelo se rompa.

Os nós presentes no cabelo nunca devem ser removidos com escovas e sim com pentes de pontas grossas.

Para obter os nutrientes essenciais que mantém a saúde dos cabelos é necessária uma dieta balanceada, rica em vitamina A, B e E, Ferro Iodo e Proteínas, quanto mais gordura se ingere mais oleoso o cabelo ficará.

Evite passar condicionador no couro cabeludo. Na raiz, use apenas shampú .

A umidade natural contida nos fios possui um papel muito importante para manter certas propriedades do cabelo. O uso de secador em excesso pode ser prejudicial, sendo recomendado só usa-lo em temperatura media, nunca quente demais.

CABELO "FAKE"
Mega Hair - É possível aplicar mechas de até 35 centímetros. O cabelo é dividido em pequenas partes.Nelas cola-se as porções de fios (naturais) a uma distancia de meio centímetro do couro cabeludo. Não pode ser exposto a altas temperaturas ( como secador ou sauna ). 750 Reais em media.

Weaving - Promove volume e corrige falhas. Os fios são entrelaçados aos naturais, próximos a raiz. Pode-se mudar a característica do cabelo original, deixando-o mais liso e pesado ou mais ondulado. Preço médio : 450 Reais.

Long Hair - Solução prática para quem não quer outros fios aplicados no próprio cabelo. E feito um aplique fácil de ser colocado que se mistura aos cabelos naturais, proporcionando tanto mais volume como comprimento. Também é possível mudar a aparência do cabelo para mais liso ou mais ondulado. A partir de 210 Reais.

Trançado - Mechas são trançadas nos fios do cabelo natural próximas a raiz com uma linha de látex se faz um nó para ajudar a fixar. Da volume e aumenta o tamanho Em media, 550 Reais.

Cabelos por um fio
A queda de cabelos pode ter inúmeras razões. Se sua cabeleira está rareando, talvez seja hora de fazer exames específicos para saber como resolver o problema. Além de modernas técnicas de tratamento, é possível ainda contar com os recursos de implantes que transformam completamente o visual.

Os cabelos andam caindo? Nem sempre o arsenal cosmético de um salão de cabeleireiros dá conta do problema. Às vezes, soluções mais radicais são necessárias. Começando por exames que façam um diagnóstico da saúde dos fios a um tratamento completo de recuperação. Se nada disso resolve, a saída é a colocação de fios, transformando cabelos antes ralos e curtos numa cabeleira farta e comprida.

Quem entra no Ateliê Jakbell e procura o terapeuta capilar Hélcio Fiszpan pode estranhar o nível de detalhe a que chega a consulta. Como é a alimentação, o estilo de vida, bagagem hereditária, que remédios está tomando, se há queixas de problemas hormonais, ou se está passando por uma fase de maior estresse. A anamnese criteriosa procura avaliar o cotidiano do cliente e os possíveis fatores que possam estar levando à queda de cabelos. Para uma análise ainda mais profunda, ele usa um tricograma, exame em que se tem um prognóstico do crescimento dos fios e que serve como parâmetro para o tratamento.

O ciclo de crescimento e queda do cabelo
Como ensina Hélcio, cada fio tem vida própria e em geral se desenvolve por cinco a seis anos. É o que se chama de fase anagênica, ou de crescimento. Depois desse tempo, durante dois ou três dias, a raiz passa por alterações que sinalizam o começo de uma nova fase, a talogênica. É quando os fios começam a se desprender da derme e a se soltar, permitindo assim o surgimento de um novo fio no lugar. E o ciclo começa novamente.

Entre queda e crescimento os fios se renovam. O que é pouco visível, já que entre 85% e 90% dos fios estão em fase anagênica, ou seja, de crescimento. Enquanto de 18% a 20%, normalmente, estão na fase talogênica. Portanto, a queda dos fios só começa a preocupar quando ultrapassa estes limites. “De 30% a 40%, significa uma queda excessiva”, afirma o terapeuta. Para deter o processo, Hélcio Fiszpan recorre a um tratamento holístico. Que compreende desde uma abordagem mais ampla, em que conta com o apoio de um mineralograma — a análise mineral dos fios —, de um médico ortomolecular, ao tratamento tópico propriamente dito, com aromaterapia e minerais.

Em geral, o primeiro passo é uma completa desintoxicação do couro cabeludo com um gel que tem em sua composição óleo essencial de hortelã. O objetivo é eliminar impurezas, numa limpeza profunda da camada superficial da pele. “Grande parte das vezes, as quedas de cabelo estão associadas a estados emocionais ou a deficiências nutricionais do organismo. Como tem um desenvolvimento celular rápido, o cabelo pode ser considerado um reflexo do estado deste organismo”, fala Hélcio.

Nestes casos, minerais e óleos essenciais da aromaterapia são de grande ajuda. Mas Hélcio frisa que igualmente importante é a massagem manual que visa soltar o couro cabeludo. Ele costuma usar cinco linhas de óleos para os diversos problemas. Casos de seborréia, por exemplo, são tratados com óleo de lavanda para acalmar as glândulas sebáceas. Quando é o caso de ativar a circulação sangüínea, óleo de limão; ou de junípero, que além de estimular o crescimento capilar é um vasodilatador.

“De acordo com os resultados do mineralograma, também faço aplicações de pequenas dosagens de minerais tópicos, como zinco, ferro, enxofre e manganês”, diz o terapeuta capilar. As dosagens são sempre pequenas: oito a dez gotas de óleos essenciais e dez a 15 de minerais em líquido. Os resultados, porém, logo começam a aparecer. O primeiro deles é fazer cessar a queda. Não é à toa que muitos homens, preocupados com a calvície, o procuram.
Como os cabelos crescem a uma média de 1,5cm por mês, guardadas as diferenças individuais, este também é mais ou menos o tempo que leva para os resultados começarem a aparecer. Ou seja, como o tricograma mostra as condições de crescimento capilar numa amostragem padrão, e como fatores internos e externos podem alterar este desenvolvimento, é possível ver se com o tratamento os fios recuperaram sua capacidade normal de crescimento.

O que também vale para as agressões que costumam enfraquecer os cabelos, como tinturas, alisamentos e permanentes. “É o que costuma intoxicar o couro cabelo e enfraquecer os cabelos. Casos em que os fios ficam porosos e caem, em que é preciso desintoxicar e revitalizar”, avalia Hélcio. Prejuízos que serão mais graves se atingirem a medula (parte mais interna) do fio, como a química forte dos alisamentos e permanentes; se chegarem à parte mediana, como as tinturas com amônia; ou se limitarem-se à cutícula, as escamas que recobrem a parte mais superficial do fio.

Partindo para mudanças radicais de visual
Vitaminas, aminoácidos, algas e aloe vera completam o tratamento em mais uma sessão de massagem. Ao todo, são cerca de 40 minutos no salão, passando-se por todas as seqüências. Se, com todos estes recursos, falta a paciência para esperar os resultados e a escolha é por uma saída mais radical, Hélcio guarda ainda uma carta na manga. Além de apliques de cabelo natural, ele pode indicar técnicas de alongamento — diferentes de acordo com o visual desejado. megahair, trançado, weaving, hair long. Fios colados, trançados ou entrelaçados aos fios naturais ou ainda um aplique sob medida permitem mudar inteiramente a aparência de uma cabeleira rala para cabelos fartos sacudindo ao vento.

“O tricograma é fundamental para avaliar o quanto o cabelo suporta as diferentes técnicas de alongamento”, diz. Mesmo optando por uma delas, é preciso alguns cuidados. Hélcio enfatiza a preocupação necessária com a higiene - para evitar o acúmulo de resíduos que possam comprometer o crescimento dos fios e o tempo de uso. “Os alongamentos não devem ser mantidos por muito tempo. O ideal é deixar por no máximo oito meses, trocando-o no quarto mês. Isto porque o cabelo cresce e as raízes começam a aparecer, comprometendo o visual”, enfatiza.

Ele também alerta que manter um alongamento por períodos muito prolongados pode danificar a raiz, impedindo o crescimento de novos fios. Naturais ou alongados, o alerta é um só. Cabelos bonitos precisam de cuidados. “É preciso entender a filosofia do tratamento capilar”, resume Hélcio.

ApliqueTransforme-se em outra mulher em poucas horas.

É incrível como as atrizes e modelos mudam totalmente de visual do dia pro outro não é mesmo? Um dia estão com o cabelo na cintura e loiro, outro dia, curtinho e moreno... O cabeleireiro Ciro Trento trabalha há quatro anos com apliques e nos explica qual o segredo dessa transformação.

Mega Hair é uma técnica de alongamento capilar para a mulher moderna. É revolucionário porque realiza o sonho de quem não consegue deixar os cabelos crescer, e prático porque se adapta a qualquer tipo de cabelo: lisos, ondulados ou crespos. Além de ser uma alternativa para quem tem cabelos ralos ou sem volume, é perfeito para quem quer mudar radicalmente o visual.

O material do Mega Hair é composto por fios de cabelo natural que passam por um processo profilático e de seleção que permite qualquer procedimento como luzes, coloração, escova etc... Entretanto, no caso de apliques é possível a utilização de fibras sintéticas importadas de qualidade e textura que muito se aproximam a dos cabelos naturais.
Os apliques são uma ótima idéia para caprichar no look para aquela festa ou acontecimento especial. Diferentes, chamativos e elegantes, em questão de minutos uma nova mulher entra em cena, pois esses recursos realçam incrivelmente a feminilidade.

O alongamento capilar é a forma mais utilizada, nos dias de hoje, para aumentar o volume e o comprimento dos cabelos. Em alguns casos é necessário somente dar comprimento. É importante frisar que cada caso é um caso, dependendo da avaliação e do bom senso do profissional e da cliente na aplicação do alongamento.

O Mega -Hair é o método mais moderno e eficiente de alongamento, possibilitando a unção de fios de cabelo de forma praticamente imperceptível. Cada mecha aplicada contém uma cápsula com queratina com uma cadeia de polímeros cuja estrutura molecular é parecida com a do cabelo humano. A fusão das mechas com o cabelo por meio da queratina, só é possível com a utilização de aparelho especialmente desenvolvido para a colocação de apliques, proporcionando um perfeito acabamento.

O processo demora entre duas a cinco horas e custa entre R$ 200 a R$ 2.500, dependendo do comprimento, quantidade e textura do cabelo escolhido. É possível pintar ou descolorir somente os cabelos que serão agregados aos naturais, para quem não quer ou não pode submeter-se ao procedimento químico, mas quer ficar atualizada nas novas tendências.
Uma das mais práticas técnicas para alongamento, é sem dúvida a da carga imediata que consiste na aplicação de telas (cortinas de cabelos naturais). Essas telas são presas com presilhas do tipo tic-tac. Essa técnica permite que a usuária retire os cabelos alongados a qualquer momento, podendo literalmente, ter cabelo curto de manhã e cabelo comprido durante a noite e vice versa.

Não existem restrições para quem usa aplique. Pode freqüentar a praia, sauna e piscina (neste ultimo caso, há significativa diminuição do período para o reajuste do cabelo em conseqüência da ação do cloro na cola de queratina). É muito utilizado também por pessoas que fizeram quimioterapia ou tenham queda de cabelo por outros problemas de saúde. (Nesses casos mencionados, precedem a avaliação do profissional. Não raro, recomenda-se outros procedimentos tais como a utilização de próteses, apliques ou perucas).

A mudança radical de visual, mexe com a feminilidade e a auto-estima. Muitas mulheres sentem-se mais poderosas, sedutoras e autoconfiantes através do poder da transformação. Os "novos" cabelos duram de três a quatro meses. A partir daí é preciso fazer uma manutenção para acertar a raiz que cresceu. Geralmente é necessário colocar cabelos adicionais que constituirão em novas mechas. O cabelo alongado também cai. Numa cabeça com couro cabeludo saudável é normal a queda de 70 a 100 fios ao dia. No alongamento por queratina o processo de queda é igualmente natural, podendo as mechas serem guardadas para reaplicação posterior.

Quem faz Mega Hair precisa tomar alguns cuidados:
- Nunca dormir com os cabelos molhados;
- Usar Shampoo de boa qualidade;
- Hidratar e condicionar as pontas;
- Usar um finalizador.

Você olha para a Juliana Paes, Jennifer Lopez e Adriane Galisteu e se pergunta: como elas conseguem estar sempre bronzeadas e lindas, faça chuva ou faça sol? Simples, amiga: elas adoram uma maquiagem bronzeadora. Para quem não tem tempo de tomar sol - ou não curte ficar exposta aos raios ultravioletas - usar cosméticos que dão uma corzinha é uma boa solução. E está na moda. Mas especialistas recomendam: nada de excessos, caso contrário o efeito pode ser desastroso.

Não é preciso ter milhões de produtos na nécessaire para ficar da cor do pecado. O maquiador da Dermage, Dennis Proença, dá uma dica simples: em vez de aplicar o pó bronzeador no rosto todo, use uma base que tenha um tom acima do da sua pele. "Ela dará uma corzinha mais natural e homogênea", diz. Agora, se o negócio é causar, capriche nos bronzants, pós com partículas iluminadoras, blushes terracota. Os preços vão de R$ 20 a R$ 200 e têm para todos os gostos, de marcas nacionais e estrangeiras.

Dennis explica que o primeiro cuidado ao usar o pó bronzeador é retirar o excesso do pincel. Aplique em movimentos circulares e vá adicionando produto aos poucos. Recomenda-se que o item seja utilizado somente nas partes que, normalmente, tomam mais sol: maçãs do rosto, nariz, queixo e colo (se a roupa deixá-lo à mostra). Para o maquiador, o pescoço não precisa ser incluído, já que, naturalmente, não fica bronzeado com facilidade.

Quem tem a pele muito clara e não costuma se bronzear deve evitar o pó bronzeador e substituí-lo por um blush rosado. "O efeito do pó pode ficar artificial", alerta o profissional da Dermage. Atuando como maquiador do Walter's Coiffeur, no Rio, há cinco anos, André Luis Pio revela que as grandes novidades nesse segmento são o pó da Guerlain e o blush da Lancôme. Quando perguntado se o blush pode ser usado junto com o pó bronzant, ele é enfático: "Fica over". Marcos Coraza, do Gilberto Cabeleireiros, concorda: "Um pó bem distribuído no rosto dispensa o uso do blush".

Mas como em maquiagem há sempre vários pontos de vista, há quem goste de combinar os dois itens. "Aplicar levemente um blush rosado nas maçãs do rosto sobre o pó bronzeador é uma ótima pedida para deixar o look mais natural. E fica lindo. Mas é preciso muito cuidado para não exagerar em nenhum dos dois produtos. Antes de sair de casa, olhe no espelho e veja se o que mais chama atenção no seu rosto são as bochechas. Se a resposta for positiva, retire o excesso com um pincel bem limpo ou mesmo com as mãos", ensina Dennis, da Dermage.

No dicionário da língua portuguesa Houaiss, empreender significa realizar ou decidir realizar uma tarefa difícil e trabalhosa. Começar um negócio não é fácil mesmo, mas também não é impossível. O segredo está em muita pesquisa e em um bom planejamento.
A boa notícia é que não há restrições para começar a pensar no seu negócio. Engana-se quem pensa que empreendedorismo é apenas caso de talento nato. Essa atitude pode ser estimulada de diversas maneiras, seja na família ou até mesmo na empresa. E em qualquer idade.

"É preciso despertar o interesse na pessoa e que ela tenha espaço para que consiga criar seu projeto", afirma Vera Volpato, empresária e professora de marketing e empreendedorismo social do Senac SP.

"Pode ser desenvolvido e estimulado já nas crianças", afirma Sylvio Araujo Gomide, diretor do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Ele dá um exemplo básico: os pais param para abastecer o carro num posto de gasolina lotado. Se tivessem espírito empreendedor comentariam o fato, perguntando se é por causa do bom atendimento, se a escolha do ponto foi fundamental. Isso já vai despertando essa visão diferenciada, que depois pode ser aprimorada, principalmente com o trabalho.

Duas características, no entanto, são fundamentais: ter paixão pelo negócio e ter espírito batalhador para superar os momentos difíceis.

Hora de colocar as mãos à obra
O primeiro passo é planejar a execução do negócio. Para isso, é preciso conhecer muito bem as características, particularidades e desafios do ramo escolhido. Noventa por cento das empresas fecham antes de completar o primeiro ano no Brasil. "Muitas foram criadas a partir de grandes idéias, mas sem embasamento em pesquisas", diz Sylvio Gomide.

E melhor se esse conhecimento não for apenas teórico. "Ganha-se bases mais sólidas trabalhando em uma empresa do ramo", afirma Vera. A empresa na qual se trabalha não só pode ser um campo de experimentação como também um futuro cliente. "Muitos empregados tornam-se prestadores de serviço qualificados, pois já conhecem quais as principais necessidades do cliente. Ou seja, o funcionário acaba não deixando a companhia de fato", explica a professora do Senac.

Foi o que aconteceu com as empresárias Marcelle Comi e Fernanda Lancelloti. Há cinco anos abriram a Dreams Arquitetura de Idéias, empresa especializada em criar e produzir gifts (brindes) corporativos e promocionais. Hoje são prestadoras de serviço da agência onde trabalhavam. Foi lá que surgiu a idéia de ter um negócio próprio. "Vimos que havia uma demanda enorme que não era atendida", diz Marcelle.

Outros desafios
Mas isso é só o começo. Além do conhecimento técnico, é preciso saber lidar com o mercado, formar e treinar equipe, conhecer o público-alvo, cuidar da administração e dos trâmites burocráticos.

Mesmo com tudo redondo - finanças, planejamento, equipe -, ainda falta um elemento fundamental: estabilidade emocional para orquestrar todos esses elementos e, principalmente, manter a equipe de trabalho motivada. Nisso as mulheres têm vantagem. "Acreditam muito mais que irão ser bem-sucedidas, aceitam os desafios mais facilmente do que os homens", afirma Vera.

Comprovação
Isso pode ser comprovado pela história da Dreams. No começo, o desafio foi divulgar uma empresa que atuava num segmento novo e não ter cases no portfólio para ajudar a fechar negócios. E para vencer essa etapa, as empresárias trabalharam no risco. "Fazíamos todo o projeto, prestávamos consultoria, sem ter nenhuma garantia de que o cliente iria fechar conosco. Com o passar do tempo, decidimos valorizar a empresa e hoje cobramos pela consultoria e criação dos projetos. O cliente pode fazer ou não a produção conosco", conta Marcelle.

O resultado? Uma carteira de clientes como Lufthansa, Visa Electron, Telecine, Nokia, Alianz, além de agências de promoção e propaganda como Loducca, Talent, Ogilvy, Samurai, entre outras. No ano passado, a Dreams foi uma das 10 empresas finalistas no 2º Prêmio Empreendedor de Sucesso, promovido pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas.

Principais passos para ter seu próprio negócio
- Pesquise o setor no qual pretende atuar. E não se baseie apenas na concorrência. "Seja inovador, pois é possível ter sucesso mesmo em áreas que julgamos estar repletas", afirma Sylvio.

- Estude o segmento a fundo e todos os aspectos necessários à boa administração de uma empresa. É errado pensar que o negócio dará certo apenas com esforço, se você trabalhar das 8h às 22h, por exemplo. "Não se deve decidir abrir uma loja só porque conhece uma que existe há 30 anos", diz Vera.

- Comece com os pés no chão. Trace planos que sejam viáveis.

- O negócio, em qualquer área que seja, deve ter bagagem social e ambiental. "Não é papo da moda. Empresas com esse perfil são mais bem vistas. Se não estiver ligado a esses setores, o negócio não irá sobreviver a longo prazo", diz o diretor do CJE da Fiesp.

- Empreender não significa fazer tudo sozinha. É possível contar com as informações e conselhos de empresas de consultoria, que organizam um plano de ação, verificam se o negócio é viável antes de se iniciar, listam os pontos positivos e negativos, prevêem o tempo de retorno e identificam o público-alvo e os principais concorrentes.

- Mesmo em negócios que necessitam de baixo capital de investimento, é necessário contar com capital de giro, o que pode multiplicar os gastos iniciais. Durante seis meses não se pode contar com os rendimentos do negócio. Todo o lucro deve ser reinvestido como capital de giro. As despesas particulares não podem em hipótese alguma ser pagas com o dinheiro do empreendimento. Isso é muito importante para garantir o futuro do investidor, principalmente quando se está investindo dinheiro proveniente de aposentadoria ou rescisão de contratos de trabalho.

A postura em reuniões é tema de palestras e consultorias do profissional, especialista em desenvolvimento gerencial há mais de 20 anos. E, pasmem, os principais erros continuam os mesmos. E isso independe se você é homem, mulher, chefe ou subordinado.

Para saber se você sabe conduzir uma reunião (ou se comportar nela), marque as respostas que considerar corretas entre as 20 opções abaixo. Em seguida, confira o resultado.

1. Compareça à reunião, mesmo sem conhecer previamente a agenda da mesma.
2. Só comece a reunião quando todos chegarem.
3. A agenda é apenas uma orientação, não um dogma.
4. Minha memória é meu mais fiel cobrador.
5. Convoque uma reunião quando uma decisão envolver muitas pessoas.
6. A reunião deve durar até o assunto ser esgotado.
7. Não há regras a serem seguidas, pois as reuniões acontecem naturalmente.
8. Numa reunião, todos participam do início ao fim.
9. Após tudo ser discutido, a reunião é encerrada.
10. Vamos decidir: convoque uma reunião.
11. Convoque uma reunião mesmo que você já tenha uma opinião formada e tomada sobre o assunto.
12. O local não é importante e sim o que será discutido.
13. Permita que as secretárias transfiram ligações para o local da reunião.
14. Deixe a secretária abrir a porta e anunciar para todos que alguém o chama.
15. As conversas em paralelo devem ser feitas com bastante discrição.
16. Uma agenda de convocação e uma ata no final apenas contribuem para mais papel e mais burocracia.
17. Vamos comer um sanduíche e continuar a reunião, pois não vai dar para almoçar hoje.
18. Se o diretor chamá-lo com urgência durante uma reunião, atenda imediatamente e diga a todos que já volta.
19. Reuniões não necessitam de condução nem de liderança.
20. As reuniões na minha empresa são tão improdutivas que decidimos acabar com elas de vez.

Confira as respostas segundo o livro Outra Reunião?, de Fernando Henrique. E não estranhe: todas estão erradas, sim, apesar de muitas delas retratarem comportamentos tão comuns em reuniões de trabalho. Afinal, quem já não participou de conversas paralelas ou não atendeu ao celular durante o encontro?

1- Compareça à reunião, mesmo sem conhecer previamente a agenda da mesma
ERRADO. Esta receita é excelente para quem quer ouvir o que não deseja. A reunião começa, discute-se o planejamento da nova conta, delibera-se sobre necessidades de investimentos, e no final você se levanta e diz para você mesmo: o que vim fazer aqui se nenhum dos meus assuntos foi discutido?

2- Só comece a reunião quando todos chegarem
ERRADO. Esta receita penaliza os que chegaram no horário. Comece a reunião no horário, com quem estiver presente, e não volte a debater assuntos já vistos só porque alguém acabou de chegar.

3- A agenda é apenas uma orientação, não um dogma
ERRADO. Cuidado para não transformar a reunião em um evento social. A pauta não pode ser interrompida por acontecimentos da vida pessoal dos presentes, palpites pessoais etc. Quando isso acontece, assuntos extras são discutidos e os assuntos mais importantes são deixados de lado. Provavelmente para outra reunião.

4- Minha memória é meu mais fiel cobrador
ERRADO. As pendências e decisões das reuniões devem sempre ser anotadas se não por você por alguém encarregado de fazer esse registro. Não confie 100% na memória correndo o risco de perder prazos ou não cumprir com pontos acordados na reunião.

5- Convoque uma reunião quando uma decisão envolver muitas pessoas
ERRADO. Reuniões com mais de 6 pessoas não são recomendadas, pois isso incentiva conversas paralelas, os assuntos em geral não interessam a todos os presentes e as alçadas de decisões são diferentes. Duas ou mais reuniões com menos pessoas seriam mais produtivas. Outra dica importante é: em reuniões grandes quem fala sempre deve estar em pé para garantir que será o foco da atenção no momento.

6- A reunião deve durar até o assunto ser esgotado
ERRADO. Toda reunião deve ter horário de início e de fim, produzindo discussões mais organizadas e objetivas.

7- Não há regras a serem seguidas, pois as reuniões acontecem naturalmente
ERRADO. Existem regras a serem seguidas, como em qualquer outro evento. Coloque uma bola num campo e apite: possivelmente alguém chutará, outro rebaterá com as mãos, outro estará procurando uma cesta e talvez outro sente na bola.

8- Numa reunião, todos participam do início ao fim
ERRADO. Não mantenha pessoas sentadas numa reunião, quando apenas poucos minutos de discussão são relevantes para elas. Uma agenda deve ser elaborada prevendo essas contribuições.

9- Após tudo ser discutido, a reunião é encerrada
ERRADO. A reunião apenas está encerrada quando todos os participantes ou demais pessoas envolvidas recebem uma ata com os assuntos discutidos, os responsáveis pelas tarefas, prazos etc.

10- Vamos decidir: convoque uma reunião
ERRADO. Uma reunião nem sempre é necessária. É importante sempre avaliar isso.

11- Convoque uma reunião mesmo que você já tenha uma opinião formada e tomada sobre o assunto
ERRADO. Normalmente participamos de reuniões decisórias, durante as quais assuntos são debatidos e toma-se uma decisão durante a mesma. Se a reunião for informativa, avise a todos com antecedência.

12- O local não é importante e sim o que será discutido
ERRADO. A eficácia das reuniões é beneficiada quando elas são realizadas em ambientes apropriados, como em salas equipadas para reuniões, com acesso controlado e sem telefones para interrupções.

13- Permita que as secretárias transfiram ligações para o local da reunião
ERRADO. Se a sala tiver telefone, não permita a transferência ou chamadas durante a reunião. Caso receba uma ligação urgente, saia com discrição para atendê-la. Se estiver aguardando uma ligação importante que deve interromper a conversa, avise a todos antes de a reunião começar.

14- Deixe a secretária abrir a porta e anunciar para todos que alguém o chama
ERRADO. O correto é que ela lhe entregue um bilhete dizendo quem o chama e qual o assunto e aguardar a resposta com discrição.

15- As conversas em paralelo devem ser feitas com bastante discrição
ERRADO. Não deve haver conversas paralelas. Além de significar indelicadeza com quem está falando, cria uma reunião paralela e abre caminho para dispersões.

16- Uma agenda de convocação e uma ata no final apenas contribuem para mais papel e mais burocracia
ERRADO. Concisas e bem-feitas tornam-se instrumentos de acompanhamento e controle, dispensando avisos e follow-ups. Devem ser escrita de maneira objetiva, clara e sintética.

17- Vamos comer um sanduíche e continuar a reunião, pois não vai dar para almoçar hoje
ERRADO. Em primeiro lugar, isso significa que a reunião não seguiu o horário pré-determinado para começar e acabar. Caso seja extremamente necessário continuar as discussões, procure fazer uma pausa para almoçar, prosseguindo a reunião depois.

18- Se o diretor chamá-lo com urgência durante uma reunião, atenda imediatamente e diga a todos que já volta
ERRADO. Chefes, diretores e outros superiores devem respeitar o horário das suas reuniões, pois estamos considerando que elas são necessárias e estão sendo produtivas na definição de importantes assuntos da empresa. Caso seja extremamente importante que você saia, analise se não é o caso de dispensar os participantes em vez de fazê-los esperar muito tempo.

19- Reuniões não necessitam condução nem liderança
ERRADO. Liderança garante a boa condução da reunião. Ele coordena, modera, busca o consenso e busca os melhores resultados.

20- As reuniões na minha empresa são tão improdutivas que decidimos acabar com elas de vez
ERRADO. Se suas reuniões não estão sendo úteis, é importante rever a metodologia de condução, pois as reuniões têm valor para a administração das empresas na boa condução de seus negócios.

É preciso ter dois cuidados na hora de redigir um CV: saber quem lerá e o que é importante relacionar nele. Um exemplo: os profissionais de vendas e da área comercial devem contar sobre as conquistas, com números e valores. Já aqueles que trabalham em áreas técnicas, os cursos e atualizações ganham mais peso. A consultoria Authent recomenda que o candidato faça dois CVs. Um deles será destinado aos leitores de currículo (consultorias, departamentos de recursos humanos de empresas), com todas as datas, empresas, tecnicalidades e cursos que o profissional atendeu. O outro, com uma pegada mais de marketing, voltado a profissionais das áreas contratantes, que mostram mais histórias e realizações.

Outro detalhe interessante na hora de fazer um currículo é escrever uma carta de apresentação. Isso porque empresas de recrutamento e as corporações recebem dezenas de currículos todos os dias. A carta de apresentação nada mais é que um mini-currículo, um resumo de suas aptidões profissionais, de preferência em quatro ou cinco linhas. Segundo o consultor Pedro Carvalho, a carta tem de mostrar de forma sucinta o que o profissional sabe, quais são seus grandes diferenciais. Quando vê uma carta que mostra o que ele está procurando, o profissional de RH já comemora pois acredita que achou seu candidato ideal.

E outro ponto importantíssimo é que seu currículo só deve ser enviado aos cargos nos quais o profissional se encaixa. Se o anúncio pede inglês fluente e a pessoa não fala nada do idioma bretão, é melhor nem arriscar. Enviar CVs para qualquer vaga pode ter o efeito contrário: mostrar que o profissional não tem foco em sua carreira. Muitas consultorias disponibilizam o telefone do responsável pela vaga em seus sites. É ideal fazer uma ligação, explicar seu interesse antes do envio. O mesmo cabe para os RHs de companhias. Se conseguir um contato, ligue antes para pedir autorização para o envio do currículo e assim sua chance de ir para a caixa de spam reduz bastante.

- Tenha uma rede de relacionamento
Os contatos não devem se resumir às pessoas com quem se trabalha. É importante promover encontros com amigos, ex-colegas, fornecedores, além de assistir seminários e debates em sua área. A Câmara Americana de Comércio freqüentemente promove encontros gratuitos em suas sedes. Além disso, o consultor Pedro Carvalho, da Authent, recomenda a leitura do livro "Never Eat Alone" (Nunca Coma Sozinho, em inglês), de Keith Ferrari, que dá todas as dicas para um networking bem-sucedido. Bons executivos têm de fazer parte de entidades de classe, participar de grupos profissionais e até mesmo se dedicar a trabalhos voluntários. Conhecer novas pessoas e estar por dentro do que acontece no mercado é fundamental para o sucesso.

- O profissional do futuro é um empreendedor por natureza
Quem se encontra em uma situação de desemprego deve focar-se em arranjar uma ocupação rapidamente. Isso não impede, porém, a procura de maneiras alternativas de ganhar dinheiro. Isso, em uma entrevista (nunca ponha no seu currículo), mostra que você não se abalou com sua situação e transparece flexibilidade.

- Cuide de você mesmo
Saúde e bem-estar, não importa em que situação se encontra, mostram aos outros uma atitude positiva em relação à vida. Dedique-se à forma física, à família e até mesmo a uma religião. Essa autoconfiança será percebida nas entrevistas de emprego.

- Atualize-se sempre
Evolução é a palavra-chave. Leia mais e freqüente mais cursos. São nesses lugares que se consegue enxergar as situações "fora da caixa" e trazer novidades para a vida pessoal e profissional.

- Se tiver uma chance de mudança, mude
Rodrigo Vianna, gerente da consultoria britânica Hays, exemplifica com sua própria história de vida. "Trabalhei dez anos com vendas e marketing no mercado de tecnologia e agora sou consultor de recrutamento. Há quatro anos, acreditei que a mudança seria boa para mim e aí que reside o diferencial. Quem não acredita não vai dar certo. Quem arriscar acreditando e mesmo assim não der certo sempre pode voltar ao mercado porque não perde empregabilidade. Naquilo que se é bom, vai ser bom sempre". Se tiver a chance de mudar sua vida, e realmente gostar dessa nova oportunidade, agarre-a com as duas mãos e arrisque.

As cinco recomendações acima devem ser seguidas a todo o momento. Quem se dedicar a isso somente quando estiver desempregado vai passar a imagem de inconsistente ao mercado. E lembre-se: as pessoas prezam o que você!

Hays - Consultoria especializada em ajudar empresas a contratar. Informações: www.hays.com.br

Authent - Consultoria com unidade especializada na recolocação de executivos. Informações: www.authent.com.br

Dulce Salles - Consultoria especializada em empregos no mercado de luxo. Informações: www.dulcesalles.com.br

A expressão "não meta o nariz onde não é chamado" não se aplica a algumas profissões, em que o olfato apurado é uma da principais ferramentas de trabalho. Perfumistas, baristas e sommeliers, por exemplo, passam o dia sentindo e diferenciando odores no horário do expediente e também fora dele - uma vez que a sensibilidade na ponta do nariz aumenta dia a dia e não escolhe hora, nem objeto para entrar em ação.

Há quem garanta ainda que as mulheres têm o olfato mais desenvolvido do que o dos homens (confira abaixo os depoimentos de três profisionais que ganham dinheiro com seus narizes), embora não existam trabalhos científicos que comprovem a diferença. A explicação para a tal vantagem feminina pode vir dos primórdios: enquanto o homem saía para caçar, era função da mulher, além de cuidar dos filhos e da casa, escolher e colher os melhores legumes, frutas e folhas. Para isso, o sexo feminino precisava usar a visão, o tato e, claro, o olfato. "Talvez venha daí o costume de apalpar e cheirar as frutas na hora de escolhê-las no supermercado", sugere Luciano Neves, otorrinolaringologista.
Lendas e especulações à parte, o fato, segundo o médico, é que o olfato costuma ser a primeira reação a um estímulo: o cheiro de queimado já é um alerta de incêndio antes mesmo que alguém possa ver as chamas. Para que isso ocorra, o ar entra pelo nariz com a inspiração, passa pelas células nasais, que ficam perto dos olhos, e transmitem impulsos elétricos ao cérebro - que, por sua vez, traduz a mensagem de perigo, nesse caso.

No trabalho, identificar o aroma do perfume que vai ser sucesso de venda, de um bom grão de café ou do vinho perfeito é uma questão de treino, mas essa capacidade pode ser diminuída dependendo da condição de saúde do profissional, dos hábitos e do ambiente. O médico Luciano Neves lembra que doenças respiratórias, como rinite; o tabagismo e a poluição podem interferir na percepção dos odores

Perfume no ar
Verônica Sato, de 42 anos, não resiste ao perfume de rosas, mas em seu dia-a-dia perde as contas de quantas fragrâncias passam por pelo seu nariz treinado. "Passo quase o dia inteiro cheirando aromas, pois trabalho com centenas de ingredientes", conta a perfumista da Natura.

Sabe como são definidas as notas florais, amadeiradas, frutadas e cítricas dos perfumes? "Nós, perfumistas, aprendemos a distinguir um cheiro por meio de um processo de classificação e memória olfativa", explica a especialista, que está há 21 anos na área. Como não há cursos especializados, Verônica, que é formada em Farmácia Bioquímica, estudou na Escola de Perfumaria da Dragoco, na Alemanha, e atuou como trainee na França e Inglaterra, além de ter feito um estágio de reciclagem nos Estados Unidos.

Apesar de sua sensibilidade para cheiros ocorrer desde pequena, Verônica não acredita ser necessário um olfato especial para o trabalho, apenas dedicação para treiná-lo, além de manter a mente aberta. "Apreciar a diversidade é uma característica fundamental de um perfumista, pois a inspiração pode vir de toda parte: pessoas, lugares, sabores. Esse profissional é um encantado pelo mundo e tenta traduzir seu encantamento em um perfume para encantar as outras pessoas", define.

Na prática, o desenvolvimento de um perfume passa pelo conceito desenvolvido pelo marketing da empresa. "Nós criamos o perfume baseados nesse conceito", diz.

Durante o processo de criação, os perfumistas desenvolvem vários ensaios, que são submetidos a avaliadores. Isso guia os profissionais até os perfumes finalistas, que vão para pesquisa de mercado. A fragrância vencedora é, então, produzida e lançada.

Hora do café
A história da barista Silvia Magalhães, 31 anos, começou por acaso, em 2003, quando a profissão que o torna um especialista em cafés (desde a escolha do grão até a arte de tirar um espresso da máquina) ainda era pouco conhecida no Brasil. Hoje, diretora de qualidade do Octavio Café, em São Paulo, ela se formou em Comércio Exterior e, na época, trabalhava em uma empresa do setor de café. Silvia então resolveu participar, por brincadeira, de um campeonato de baristas, e ganhou.

"Sempre tive o costume de sentir o cheiro de tudo", diz. Mas, a partir desse episódio, ela começou a fazer cursos no Brasil e no exterior e a participar de concursos. Três vezes campeã do Campeonato Brasileiro de Baristas, Silvia diz que a degustação começa pelo aroma. "O café possui 36 aromas diferentes. Consigo distinguir quase todos, mas alguns são realmente muito sutis", explica.

Com olfato treinado, a especialista conta que as fragrâncias mais nítidas são de chocolate, nozes, avelã, damasco e limão. Já o aroma de madeira revela um café ruim. Numa prova de degustação, ela confere aroma e sabor do café para avaliar doçura, acidez, amargor e corpo da bebida. "O bom café é doce (toques de mel, baunilha), tem corpo aveludado, acidez cítrica (prazerosa) e pouquíssimo amargor", explica.

Na ponta da taça
A preferência por aromas florais vermelhos, como violeta e rosa, é um bom indício do trabalho de Alexandra Corvo. Sommelier de mão cheia, é uma conhecedora de vinhos e de tudo relacionado ao serviço da bebida. Para ela, não foi difícil seguir esse caminho: a avó paterna portuguesa adorava um vinho do Porto; a mãe conseguia sentir, com a geladeira fechada, se o queijo estava passado; e o pai sempre apreciou bons vinhos.

Apesar disso, ela garante: "O olfato apurado vem com o treino, não é um dom." Por isso, estudou hotelaria na Espanha e enologia na Suíça. De volta ao Brasil, montou a adega do restaurante Figueira Rubayat e passou por pesos-pesados da gastronomia paulista, como o DOM e o Le Vin. Hoje, com 33 anos, tem uma escola de vinhos, onde passa adiante seus conhecimentos a narizes ainda pouco treinados. "Vejo que as pessoas têm muitas dificuldades em reconhecer aromas, o que também acontecia comigo no começo. Acho que não temos a cultura de cheirar as coisas, diferentemente do que ocorre na Europa", analisa.

Ela conta que, quando fala de um aroma inusitado em determinado vinho, muitas pessoas desconfiam e até acham que é frescura ou mentira. "Mas a pessoa não sente o determinado aroma, porque não treinou o nariz ao longo da vida e, portanto, não tem memória olfativa para esse caso", garante.

Memória olfativa
O olfato é um dos cinco sentidos do ser humano - os outros são audição, tato, paladar e visão. Segundo o otorrinolaringologista Luciano Neves, todo mundo pode ter um olfato apurado, basta ser treinado. Isso porque passamos a vida treinando sem se dar conta, construindo a memória olfativa - que nada mais é do que a associação de cheiro e sabor a momentos da história emocional. "Você já comeu mangaba? Uns associam essa fruta do Nordeste ao gosto de banana; outros dizem que lembra o kiwi. Isso depende da história de cada um", exemplifica.

Não é à toa que é possível se transportar a um lugar ou situação ao sentir um perfume. Esse aroma pode trazer boas sensações, se, por exemplo, lembrar o doce que sua avó fazia e deixava você comer o quanto quisesse. Também pode remeter a emoções desagradáveis, quando faz lembrar de um ex-namorado infiel.

A estilista Coco Chanel (1883-1971) foi uma expert nesse assunto. Ao escolher a amostra número 5 entre as encomendadas ao famoso perfumista francês Ernest Beaux, a estilista conseguiu colocar seu estilo na memória olfativa das pessoas. Em 1921, o Chanel 5, primeiro perfume sintético com o nome de um estilista, foi lançado com 60 tipos de fragrâncias e um aroma inconfundível. Senti-lo é uma ligação direta com a moda de Chanel, que revolucionou a forma de vestir da mulher do início do século 20: bem-sucedida, com personalidade e estilo.